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Neste artigo vamos abordar os rendimentos que os empresários podem e devem ter nas suas próprias empresas ou no seu negócio.


Quando um empreendedor cria o seu próprio negócio, tem como objectivo ganhar um bom ordenado e espera que o negócio corra bem para que esse ordenado venha a ser melhor.


De qualquer empresa e negócio, o empresário pode e deve obter - Ordenado (rendimento do seu próprio trabalho) e dividendos (rendimento do negócio).



Rendimento do próprio trabalho


Na maioria dos casos, o empreendedor quando cria um negócio, está a criar o seu próprio emprego e daí esperar conseguir desenvolver a atividade de modo a poder obter um bom ordenado. 


E até aqui tudo bem. Não há diferença entre trabalhar no próprio negócio ou trabalhar por conta de outrem, a não ser que possa vir a ter um ordenado maior e para tal estar disponível para assumir maiores responsabilidade.


O problema é que muitos ficam por aqui, limitam-se a receber ordenado e esquecem-se que investiram num negócio, sejam 100?, 10.000? ou 100.000? e este investimento tem de ser remunerado.



Rendimento do negócio


As empresas e os negócios quando são criados têm de ter como principal objectivo gerar uma remuneração a quem neles investe, mesmo que o motivo inicial seja criar o próprio emprego.


Se eu pago juros ao banco que me emprestou dinheiro para poder alavancar o meu negócio, porque não devo receber ?juros? em forma de dividendos pelo dinheiro que eu apliquei nesse mesmo negócio.


A única justificação aceitável para que o investimento do empresário não esteja a ser remunerado é estar a apostar no aumento de valor da empresa, ou seja, aproveitar o lucro que empresa gera para reinvestir e tornar o negócio maior e mais rentável.


O empresário deve pensar frequente sobre:

Se eu tivesse a fazer o mesmo trabalho noutra empresa, ganhava mais?

Se eu tivesse o dinheiro do meu investimento aplicado noutro activo qualquer, ganhava mais?


Obviamente que se houver algum sim a estas questões, à que analisar bem, porque em principio está a trilhar o caminho errado.


Analisando por grau de importância desta 2 formas de rendimento que todos os empresários têm à sua disposição.


O rendimento do próprio trabalho é muito importante no curto prazo, é ele que vai permitir que o empresário tenha disponibilidade financeira para pagar as suas despesas diárias. No inicio do negócio, o seu nível de vida e da sua família estão directamente associado ao valor que consegue obter como ordenado.


A médio e longo prazo, a aposta tem de ser no rendimento do negócio. Este rendimento não depende do seu trabalho directo, é um rendimento passivo.


A maior preocupação de um empresário é tornar a sua empresa cada vez mais rentável e que funcione sem a sua presença. As empresas que funcionam bem sem a presença do dono e com bons lucros, têm um valor muito superior, são empresas atrativas. Nestes casos, o empresário pode tomar a liberdade de se reformar e a empresa gerar-lhe um rendimento passivo para que possa manter a sua qualidade de vida, ou pode optar por vendê-la.


Os rendimentos passivos podem ser infindáveis, e a sua empresa pode ser um dos geradores de rendimento passivo. Prepare-a para tal e vá trabalhando noutras fontes de rendimento passivo.