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O financiamento tem esta dualidade, ou é um aliado e facilita o crescimento e o desenvolvimento da empresa ou acaba por ser um traidor que só destrói valor.


A culpa em si, não é do financiamento, mas sim da falta de planeamento para a sua utilização.


Uma empresa que não tenha um plano de negócio elaborado e pensado a longo prazo, facilmente comete erros de financiamento que podem levar ao fim da própria empresa ou a um grande desperdício de recursos financeiros.


Um dos erros mais comuns das empresas, é utilizarem o financiamento para tudo menos apoiar o crescimento do negócio. O financiamento não deve ser utilizado para colmatar dificuldades constantes de tesouraria e muito menos para adquirir ativos não produtivos.


Há empresas que optam por uma estratégia de não financiamento. Estratégia essa, que poderá não ser a mais inteligente, uma vez, o financiamento é um instrumento de alavancagem que facilita o crescimento da empresa e aumenta a rentabilidade do capital investido pelos sócios.


Como em tudo, cada caso é um caso. Numa empresa que tenha excesso de liquidez, poderá fazer sentido investir apenas com capitais próprios. Se for o seu caso, certifique-se se não estará a ter uma postura demasiado defensiva e a deixar de aproveitar oportunidades.


Sempre que houver a necessidade de capital, as empresas devem considerar várias fontes de financiamento e não apenas as bancárias.


Para cada necessidade, há um instrumento de financiamento indicado. Não se limite apenas à informação que o seu banco lhe dá. Procure ajuda.


Manter uma gestão ativa dos financiamentos é fundamental para que a empresa tenha uma vida financeira saudável, não prejudicar a atividade normal e não colocar em causa a viabilidade da empresa.


Os financiamentos são semelhantes aos medicamentos, na dose certa ajudam a melhorar, em excesso matam.