O maior motivo para o encerramento de empresas é a falta de dinheiro (disponibilidade financeira). Quando o dinheiro que se recebe não chega para cumprir as obrigações perante terceiros, algo vai mal, e até pode ser apenas algo simples de resolver.
O instrumento de controlo da saúde financeira da empresa é a gestão de tesouraria.
A gestão de tesouraria não se restringe apenas em saber de onde vem e para onde vai o dinheiro que circula nas contas bancárias ou no caixa e qual o valor disponível no momento, tem outra função extremamente importante e útil no dia a dia de cada empresa.
O grande objetivo da Gestão de Tesouraria é garantir que a empresa, a todo o momento, tenha todos os recursos financeiros à sua disposição para satisfazer os seus compromissos a curto prazo e assim, não entrar em incumprimento com os seus fornecedores, funcionários, Estado e os parceiros vitais para a sua continuidade.
Para que isso seja uma realidade, é necessário uma gestão rigorosa, em que os pagamentos e os recebimentos estejam devidamente previstos e planeados, em que os instrumentos financeiros utilizados estejam devidamente selecionados, implementados e ao serviço da empresa.
Trata-se de um nível de gestão financeira de curto prazo e cuja pretensão é fazer com que a empresa atinja bons níveis de liquidez. Entenda-se como bons níveis de liquidez, a liquidez necessária para responder às necessidades correntes e de curto prazo, bem como preparar a resposta às necessidades futuras de médio e longo prazo. Não esquecendo a rentabilidade que a empresa pretende atingir.
Esta área da gestão financeira centra-se no equilíbrio financeiro que resulta na harmonização entre tempo que leva a transformar ativos em dinheiro e o ritmo em que as dividas se vão vencendo. Garantindo a capacidade da empresa em pagar atempadamente as suas obrigações.